estive bem ocupada com nossa mudança nos últimos dias, e já estamos na casa nova. agora é casa mesmo, não mais apê.
viva! temos um quintal! e um universo de outros seres com quem teremos que conviver.
ontem uma não-muito-simpática formiga veio me dar as boas vindas. tive que lançar mão do meu bom e velho anti-alérgico. aff...
mas estamos muitíssimo felizes! zeca nem se fala... já pulou três vezes o muro pra ir cumprimentar os novos vizinhos caninos. quase surtei quando vi ele cheirando o traseiro de outro cachorro quase dez vezes maior que ele. felizmente os vizinhos parecem ser de paz, embora mesmo assim eu desconfie de que eu não esteja utilizando os melhores instrumentos para conquistá-los, furadeira e martelo não me parecem muito agradáveis... mas pode ser só impressão.
mudar tem muitas vantagens, a gente se desafia, se sente gente grande, é uma aventura! tem que carregar móveis, se desfazer de algumas coisas, tomar decisões importantes, ponderar, e pechinchar. inclusive estou desenvolvendo esta habilidade...
mudando, a gente acaba se descobrindo um pouco engenheiro, arquiteto, eletricista, encanador... e, quem morre de medo de que os outros risquem seus móveis e quebrem suas louças, também se descobre um pouco halterofilista. e haja fôlego!
com essa idéia de mudanças reais, externas e estéticas me inspirei pra mudar a cara do blog também. já vi que foi aprovado por alguns e fiquei feliz. achei engraçado o márcio, depois de elogiar, me dizer discretamente que só não tinha entendido a razão da cereja. na verdade não tem muita explicação mesmo, a não ser o fato de eu amarrrr cerejas. mas até tem uma simbologia interessante por detrás da imagem da cereja pelo que andei vendo...
ao que parece, a cereja representa movimento (coincidentemente mudanças) e é adotada pela filosofia dos samurais como representante da brevidade da vida por causa da curta vida de suas flores que são levadas com facilidade pelo vento. também encontrei a cereja representando paixão, desejo e fertilidade. gostei destes últimos, não há nada mais fértil que o desejo, e há muito em que falo sobre desejo aqui no blog.
como disse hegel: "o desejo é imparável". e, pensando bem, no final, todas as representações não deixam de remeter a uma coisa só: movimento, mudança e transformação.
é, talvez a cerejinha tenha sido uma boa escolha, mesmo sem me dar conta...
mas, sabe... agora tô mais pro que é sólido, concreto e duradouro. tenho voo marcado para daqui uma semana e por enquanto não quero pensar em nada que me lembre movimento. sem falar que estou "por aqui" de mudanças...
que haja desejos sim, mas que sejam muito profundos...
por agora quero me preocupar com meu quintal. se as formiguinhas permitirem, vou andar descalço sobre a grama assim que a chuva parar e quem sabe receber um pouco da energia estável da terra.
estável, claro, até o próximo terremoto!
sophia compeagá