08 julho 2010

eu sinto muito.


Estou tentando, juro que estou, transcrever em palavras doces e legíveis (digeríveis?) os sentimentos atravessados no meu peito. Sinto que (e eu sinto tanto, eu sinto muito...) preciso dar nome à tudo isso e também sinto, meio intuitivamente, que, por tamanha força, jorrarão palavras por todos os lados e será um trabalho árduo organizá-las no papel. Mas nem digeríveis, nem mastigáveis, daqui só saem palavrões. 
Há muito nó por desatar...e os nós são a base dos laços. Quando um laço se desfaz sempre ainda sobra um nó. 
Acabo de cometer um ato falho, por pouco não escrevo dó ao invés de nó. Me faz pensar...
E o dó seria de quem? Quem estou poupando quando seguro estas palavras entre os dentes impedindo que escapem boca afora? 
Não seria esta a razão de haver tanta coisa atravessada e acumulada, por talvez nunca terem tido vazão? 
Por que será que a gente tende à pensar que quem dá vazão perde a razão? 
Talvez não haja mesmo palavras ou nomes, talvez seja só ele: o grito. 

Sophia Compeagá

3 comentários:

Janaína S. disse...

E talvez tanta coisa acumulada seja porque não te pouparam.


Talvez.

Amanda disse...

ai ai sophia...

Cris disse...

Engraçado...ontem mesmo tava pensando em como acho que colocar minhas palavras pra fora significa errar...desta forma, sempre prefiro meu silêncio..acho que acerto mais... mas dói mais...e sozinha!