27 março 2009

Que ninguém se engane...


De todas as coisas do mundo o que realmente importa é o que realmente importa.
Ser a pessoa ideal e ter a vida "perfeita" agrada a todos menos a nós mesmos.
Não interessa se você casou virgem, torce pro mesmo time de futebol desde pequenininho e cursou a faculdade dos sonhos do seu pai se estes valores não forem realmente os seus, ou se nunca ousou questionar-se sobre eles.
O melhor da vida é reconhecer que é impossível agradar a todos, e a partir disso se abrir pro que há de vir. Porque quando se é flexível e espontâneo, se aprende a reconhecer e aproveitar as melhores oportunidades.
Quem vai fundo na vida aprende que o impossível acontece, e que se tivermos fé as coisas podem vir a melhorar. E que fé não é a crença em algo maior fora de nós, mas dentro. É aquilo que não nos deixa desistir de nós, mesmo que a realidade não aponte muitas saídas. É essa força lá no fundo que insiste em insistir.
Sejamos mais que insistentes, sejamos teimosos diante da vida, mas pacientes com nós mesmos.
Sejamos qualquer coisa mas nunca uma coisa só.
Vive bem quem desenvolve a capacidade de recomeçar.
Cada um tem um conceito de felicidade, o meu é que felicidade não existe. Perfeição muito menos.


Sophia Compeagá




"Que ninguém se engane,

só se consegue simplicidade

através de muito trabalho".

(Clarice Lispector)

Um comentário:

Márcio Beckman disse...

É, acho q há felicidade existe mas como instantes. Mas é difícil ser simplesmente a gente, nós sempre nos definimos como sendo psicólogos, advogados, baixistas, nervosos, calmos, solitários, felizes, deprimidos, etc. São os tais dos rótulos q nos limitam e erronemente tentam nos definir. Precisamos usar o "ser" de modo intransitivo.